Zenimax Online sofre demissões; empresa continua investindo massivamente em “The Elder Scrolls Online”

The Elder Scrolls Online - Planície - Imagem

Parece que as coisas não andam muito boas na Zenimax Online, o braço da Zenimax/Bethesda responsável pelo “The Elder Scrolls Online”. Segundo o Joystiq, a empresa teve de demitir funcionários, e o número de demissões não foi informado, mas nesses casos deve ter sido significativo. No post a empresa respondeu que normalmente em jogos desse tipo é necessário ter grandes equipes para criar um jogo de larga-escala (ainda mais em MMOs com mapas gigantes) e que agora eles aumentaram as equipes de suporte ao cliente, isso após 6 meses que o game foi lançado. Independente disso, a produtora comentou que eles ainda estão investindo pesadamente em novos conteúdos pros jogadores de PC, ainda teremos versões para PlayStation 4 e Xbox One e eles estão planejando expandir em outros territórios.

Acredito que o MMO não anda tão bem assim. Desde a época do beta eu não me senti compelido a adquirir o jogo e ele já passou recentemente por uma promoção, saindo pela metade do preço quando o jogo foi lançado no Steam. A questão hoje é que em matéria de MMO temos concorrentes com qualidade melhor e com custo relativamente menor pro consumidor. A concorrência está acirrada quando temos o ArcheAge (Free to Play com opções pagas e que será lançado agora em 16 de setembro) Final Fantasy XIV (modelo de assinaturas e já disponível para PC, PS3 e PS4), Guild Wars 2 (modelo híbrido onde o jogador compra o jogo e não paga mensalidade, tendo conteúdos regulares, mas que no momento eles fizeram uma pausa nos eventos de enredo antes de voltar com força total), Wildstar (modelo de assinaturas, mas não ando botando tanta fé, apesar do jogo ter tido bastante burburinho na comunidade) e o World of Warcraft, que terá nova expansão agora em novembro, tendo o clássico modelo de assinaturas, mas aqui no Brasil sai mais barato que no exterior. Fora os Free-To-Play como o Tera Rising, Rift e o Neverwinter (citando alguns que eu pegaria pra jogar inicialmente), e sem contar os MOBAs como o League of Legends e Dota 2, com milhões de jogadores em todo o mundo e totalmente gratuitos, tendo sistemas de micro-transações cosméticas em skins e venda de personagens/ítens, gerando muita grana pras empresas.

Também é bem difícil o jogador manter mais de um MMO, e uma hora os MMOs mais fracos ou com menos jogadores vão ceder nesse mercado insano. Aposto que em 2 anos a solução da Zenimax será deixar o jogo free-to-play, pois não vejo o game tendo muito gás, mesmo com o novo programa de fidelidade. Fora que é bem provável de termos o “The Elder Scrolls VI”, continuando o Skyrim. Aí a galera vai migrar pra valer pro novo jogo, que tem potencial de ser um dos mais impressionantes desta nova geração de consoles que iniciou nos últimos meses. Obviamente é difícil saber se o público do Elder Scrolls Online veio do Skyrim, e também é difícil saber se eles deixariam de pagar o Online pra migrar novamente pro outro, mas só no futuro pra saber se o jogo irá conseguir se sustentar.