Você tem que vencer ‘esse’ jogo

Eu topei com You Have to Win the Game meio que por acaso através de um retweet de um Live Stream que o Gamespot fazia sobre o jogo no começo da semana. Gostei do que vi no vídeo, fui atrás e não me arrependi.

O jogo lembra um pouco VVVVVV, tanto no estilo de arte 8-bits quanto na jogabilidade, com a diferença que ele se parece um pouco mais com um jogo de plataforma tradicional, enquanto o VVVVVV tem uma mecânica própria baseada em inverter a gravidade da fase para se locomover. Inicialmente, tudo que o jogador é capaz de fazer é se mover para os lados e dar um pulo simples, mas conforme progride novas habilidades vão sendo desbloqueadas, permitindo realizar um pulo duplo e grudar nas paredes (como nos jogos do Megaman).

As fases são uma mistura de desafio mecânico com raciocínio rápido. Não foram poucas as vezes que eu entrei em uma nova tela com absoluta certeza de que nunca conseguiria passa-la (veja o vídeo abaixo e entenda o que eu estou dizendo) e, alguns minutos depois, saía dela pensando como foi fácil. Esse é um jogo onde se morre bastante, mas a ideia é experimentar, testar o que pode ou não dar certo e repetir um pulo até a perfeição, então existem muitos checkpoints, a maioria convenientemente dispostas logo antes de um desafio mais difícil. E mesmo quando isso não acontece, uma morte nunca vai significar voltar mais de duas ou três telas.

A estrutura do jogo incentiva bastante o back tracking. Devido a falta das habilidades de pulo duplo e de grudar na parede e a falta de alguns blocos especiais (como aqueles blocos coloridos do Super Mario World) fazem com que inicialmente diversas áreas estejam inacessíveis, impedindo o avanço em certas direções ou a coleta de itens no cenário.

Estes itens, por sinal, são os que determinam seu real progresso no jogo. Sem entregar muitos detalhes, é possível chegar ao final sem coletar todos os itens, mas o final “bom”(que eu ainda não consegui ver) depende da coleta de 100% dos itens. Isso me levou a fazer algo que não fazia em um jogo há muito tempo: desenhar um mapa pra garantir que explorei cada cantinho do cenário!

O prazer pela exploração que faz com que você queira revisitar os lugares a cada nova habilidade desbloqueada e a satisfação de passar por uma tela “impossível” ou ter uma boa sacada de como uma tela funciona são algumas coisas que fazem de You Have to Win the Game um ótimo jogo. Apesar de relativamente curto (acho que terminei em umas duas horas, morrendo sem parar), a curva de aprendizagem é muito boa e à medida que você vai aprendendo a lidar com a física do personagem e a lógica dos obstáculos em cada tela, as coisas ficam mais naturais e você passa a morrer bem menos, mesmo em fases mais difíceis.

O jogo, que você tem que vencer, está de graça no site do desenvolvedor e só tem versão pra Windows. Um link direto para o executável está disponível aqui.

E quem quiser rir um pouco, recomendo esse vídeo bem engraçado comentando os primeiros minutos do jogo: